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A REPÚBLICA DA RUA NOVA

A REPÚBLICA DA RUA NOVA

A República era um “Quarto” localizado na Avenida Coronel Messias Melo, antiga Rua Nova, de propriedade do Senhor Bianor Rebouças. Ficava em terreno contíguo à sua casa, geminado com a Casa Nova (Lojas Esplanada do Senhor Israel), em frente à casa do Senhor Isidoro Bezerra (casa do Senhor Chico Lopes). Lá moravam Bianorzinho e Valmir, ambos filhos do Sr. Bianor.
Aquele local era o point de encontro da elite jovem masculina de Batalha. Sempre à noite, principalmente de volta do Ginásio Messias Filho; reuniam-se aqueles jovens para tomar cachacinha vinda de Piripiri; trazida por Joaquim Neli, hóspede do Sr. Domingos Cesário. Tomar ”bate-bate”, fumar cigarros, tocar vilão, discutir estudos, traçar estratégias para serenatas, falar do disco de Roberto Carlos e ouvir músicas (da Jovem Guarda, claro!), através de uma pequena radiola de marca philips que, para tocar o disco de vinil tinha que se colocar caixa de fósforo ou chupe de laranja (tira-gosto) sobre o cristal; mesmo assim, era a nossa companheira que instrumentava as nossas inesquecíveis serenatas.
Aquele ambiente era freqüentado assiduamente e de forma alternada por Laurinho( in memoriam), Fogoió do João Fortes, Pré  (in memoriam), Saborá, Dedude (in memoriam) e Dete do Seu Aluisio, Zé Arnaldo, Leoni, Nonato do Zé Murilo, Toinho do Zuza, Zé Ribeiro(in memoriam) Zé Orlando, Jânio, Pupú (in memoriam), Romualdo, Cocão, Nonatinho do Dico, Nonato da Maria Alice e Baninho, Gonçalo e Joaquim do Luizinho, João Kléber do Zé Altair e Mário Denes, Medeiros e Manoel Medeiros …( A chamada turma da Sapucaieira) e alguns especiais amigos (sabe-se que tinha rivalidade), da Turma da Matriz: Zé Amaro, Antonino Filho, Tulica, Antonio Messias, Nelson, Álvaro Filho, Jairo(Bicudo), Chico Vieira, Zé Leal, Célio, Amaro e Paulo do Seu Machado. Participava também, de forma excepcional, a turma preconceituosamente e imbecilmente atribuída como “de segunda”: Pepê, Zé Maria do Domingos Cesário, Cabelo de Fogo e Luiz Chincha. Na época das férias, aquele local era condimentado com amigos que estudavam e/ou moravam fora. Citam-se alguns: George, Zé Filho e Gustavo do Zé Tabatinga, Francisco (Gordão) da Aradenes, os meninos do Dr. Carmélio, dentre outros. Ali era o Quartel General onde se arquitetava o “ataque” às lindas meninas de Batalha; marcava-se serenata, contavam-se histórias das prendas, comentava-se política, acertavam-se encontros para o currimão(corremão) do Chico Melo, para a brincadeira do “siscondê”, falava-se das tertúlias nas casas do Seu Quaresma, Nonato Fabiano, João Fortes, Zé Murilo, Zé Carvalho e faziam-se planos para os festejos de agosto e dezembro, carnaval, Festa do Arroz, Semana Santa, moagem do Velho Barro, banho no Riacho Grande, poço da Véia Chica, Barragem, Cachoeirinha, Bela Vista, Olho D’água da Areia, Paquetá, futebol entre Matriz e Sapucaieira. Era só alegria e tome cachaça.
No âmbito daquelas quatro paredes se passaram maravilhosos momentos, formaram-se opiniões, desejos, perspectivas que se constituíram como sendo marcantes na definição da formação do caráter daqueles jovens que brincavam nas suas com inocência, sem maldade. Àqueles que o Senhor instou só me resta muita saudade e aos que permanecem faço um chamamento: precisamos nos “linkar”, nos abraçar, relembrar em um pretérito passeio daqueles momentos que nossa privilegiada geração vivenciou e que nenhuma outra vivenciará.
Leoni Melo, colaborador da Página de Batalha
P.S. – Foto dos anos 60, dos arquivos de Eduardo Tabatinga, enviada por seu neto Emanuel Nabuco. Nela assinalamos o local da “república” dos jovens batalhenses
ESTA CRONICA FOI PUBLICADA INICIALMENTE EM 27 DE JULHO DE 2010.
ABAIXO OS COMENTÁRIOS POSTADOS À ÉPOCA:

Enviado por Daniel Rocha em 30/07/2010 às 20:14:20
Angela a sua idéia é magnifica, não fiz parte dessa época, mas confesso que adorei a idéia, é que tenho uma predileção por esse periodo, conte comigo, abraço a todos e tudo de bom, até dezembro.
Enviado por Toinho do Zuza em 29/07/2010 às 16:15:40
É emocionante ver um passado bem distante e muito próximo da gente, pois, atavés desta valiosa página e boa vontade de meu amigo George e seus leitores, estamos voltando a ser batalhenses. O meu irmão e cunhado Leoní, esqueceu ou está preparando para a próxima mensagem o que acontecia depois das serenatas, que era a galinhada, feita pela dona Lóló ou dona Maria do Tilira,´só com água e sal e no fogo a lenha, em uma vazilha sem muito higiiene, porém muita gostoza e nunca adoeceu neingém. Gostei da idéia de Ângela, podemos se programar para reunir o maiior número possível de conterrâneos em um final de ano e fazermos um grande encontro. abraços a todos
Enviado por rasec machado em 29/07/2010 às 13:16:40
OLA PAGINA DE BATALHA. SOBRE ESSA FOTO DO EMANOEL NABUCO,EU QUERIA SABER SE ESSA CASA QUE ESTA DO LADO DIREITO E´ HOJE O SUPERMERCADO FORTE E ONDE ESTA A TARJA PRETA ,O QUE E´ HOJE. ? VALEU UM ABRAÇO.
Enviado por Zé candido em 28/07/2010 às 22:48:16
Parabens Leonir, você esqueceu de mencionar o ” nim ” que é desta época mencionada na sua cronica.
Enviado por marco antonio de melo carvalho em 28/07/2010 às 14:36:50
Esses nomes citados, de pessoas e de lugares, são históricos, para sempre vão ficar na memória de quem os conheceu…(como esquecê-los!); Vendo esta foto lembrei de uma propraganda de televisão, bem antiga por sinal, que dizia: “de momentos é feito a vida…queria ter feito as coisas que não tive coragem: pular de pára-quefas, correr am alta velocidade, ficar na chuva resfriado, enfim… fazer mil coisas que todos temos vontade mas temos receio de fazê-lo… pois para quem não sabe disso é feito a vida: de momentos !!!! Tudo de bom aos nossos bons e velhos conterrâneos!!!
Enviado por ANGELA TABATINGA em 28/07/2010 às 12:47:37
Leoni, toda essa saudade que você transborda, e passa para nós leitores da Página de Batalha, eu, que não vivenciei essa época, mas lembro de 80% dos personagens ao qual você se refere, também, sinto uma profunda saudade. Uma vez, aqui mesmo na página de Batalha, lembrei: das alvoradas do Mestre Fabiano, do Cochicho de Tia Alice, da Palhoça de São Gonçalo, dos Dragões de Piripiri, dos carnavais com a presença de D. Bernadete, Toní, Sr. Quaresma, Chico Tabatinga, do nosso Jipe dirigido por Joana Leocádia, apelidado carinhosamente pelas moças da época de “PENOSO”, das partidas de voley no quadro da D. Florípedes, das meninas de Fortaleza, dos banhos, das caçadas as pitombas, maria pretinha, da cachoeira do urubú, do olho D’água da areia…. Acho que não preciso falar mais. Gostaria, que nós batalhenses tirássemos 1 dia só do nosso Festejo de São Gonçalo para comemorar o “DIA DA SAUDADE”. Fica a proposta.
Enviado por Luiza Basilio de Melo em 27/07/2010 às 23:48:22
Parabens mais uma vez a Pagina de Batalha, ao George e ao Leoni, por proporcionar que as novas geracoes possam conhecer ,atraves das suas lembrancas, um pouco mais do passado dos nossos pais e familiares. É sempre bom ouvir historias de quando nossos pais eram jovens, e perceber que apesar das diferencas entre as geracoes, muita coisa ainda é semelhante. Ter todas essas lembrancas registradas para sempre na Pagina de Batalha é um trabalho que deve ser sempre valorizado.
Enviado por nelly em 27/07/2010 às 18:12:05
agora o que esta no augio, é o famoso pé de figueira, da igreja matriz.frequentado pela nova geração.
Enviado por urubudacachoeira em 27/07/2010 às 14:46:18
Conterrâneo Leoni, não posso ficar silente a esse tempo indigitado que vive de forma abstrata e anímica na mente destes personagens citados por você. Com certeza louvo o seu alvitre em adunar com sabedoria tão bela crônica, que reverbera mais uma vez o seu senso novel sem óbice a lucidez do verbo escrito pelo colaborador ilustre desta página. Parabéns… espero que continue… Agora, você ficou devendo uma com as meninas. Boa sorte. E SUCESSO…
Enviado por Eunice Duarte Ferreira de Oliveira em 27/07/2010 às 10:22:29
Meu irmão e amigo do coração parabéns pelo artigo só ficou faltando vc falar das meninas que eram disputas pelos menios adquela epóca. Um grande abraço Ivaldo e Eunice
Enviado por Lucimar Rocha em 27/07/2010 às 07:56:53
Não entrou ninguém da Praça do Mercado.
Enviado por Priscilla Carvalho em 26/07/2010 às 20:08:38
É tão bom ler essa matéria. Deu até vontade de falar da minha época. Uma inspiração! Doces lembranças… Espero mais crônicas suas e continuarei a escrever as minhas. Uma verdadeira troca de memórias que passam por décadas… Parabéns Leoni Melo!
Enviado por Leoni Quaresma de Melo em 26/07/2010 às 20:01:42
Caro George, Impressionante esta foto. Veja que ela registra a primeira bomba de gasolina que ficava ao lado desta sapucaeira, era de propriedade do Sr. Álvaro Vaz e tinha como frentista o saudoso Almiro Cardoso. Registra também na frente do Bar e Hotel Alvorada do Sr. João Fortes um porte da antiga Cerne – Companhia de Luz da época, movida pela Usina a disel. Como é emotivo reviver a paisagem da antiga e linda Rua Nova.
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