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MILTINHO – QUATRO ANOS DE SAUDADE

MILTINHO – QUATRO ANOS DE SAUDADE

A Página de Batalha relembra com muito pesar do batalhense Milton Martins Vasconcelos Filho, nosso Miltinho, falecido há quatro anos num fatídico sábado, 17 de dezembro de 2011, na cidade paulista de Campinas.
Em  primeiro de novembro, dia do retorno da imagem de São Gonçalo, como poderia esquecer de você, Miltinho? Enquanto nosso Santo Glorioso chegava na matriz eu lembrei de você, de como teria sido empolgante como cerimonialista daquele momento. Mas você assistiu tudo bem pertinho do Glorioso e intercedendo por seu povo, certo?  Esse mesmo povo sofrido e sem perspectivas de melhoria diante do repetitivo quadro político instalado.

Este ano Miltinho, estarei lançando meu ensaio literário contando pra nosso povo a história de São Gonçalo. Não sem consultar  seu pioneiro ensaio sobre nossa terra, intitulado Terra de São Gonçalo, de 1997, cujo exemplar autografado guardo com carinho especial. Sua dedicatória “Ao amigo George Machado Tabatinga, grande entusiasta das causas batalhenses, com abraço do Milton Filho”, me dá forças para continuar defendendo nossas tradições.

No dia 12 de dezembro, na casa de minha tia Iolete, presidente do Apostolado, lancei um disco com músicas religiosas dedicado à nossa secular congregação. Foi um fim de tarde emocionante com mais de quarenta representantes. Um desejo meu antigo e que me deixou muito feliz poder concretizá-lo.

Também este ano, sua geração quase perdida de músicos como Lima Neto, Francisco Antônio, Vadim e Papagaio estão tendo  oportunidade de continuar seus estudos com a chegada de um maestro através da Secretaria de Ação Social da prefeitura.  Já se pode notar a melhoria da banda com novo repertório. Mas continua o mesmo quadro de décadas: falta de comprometimento do poder público municipal para com eles. Afinal de contas, música não enche barriga, mas enche os corações de barriga cheia de muita gente! Nosso querido Saturnino, já octogenário, passa dificuldades assim como muitos dos músicos como o Antônio do Quinca, um saxofonista que impunha respeito na década de setenta e hoje encontra-se desiludido com a música.

Desculpe o desabafo, amigo! Mas não se preocupe, que por aqui vou segurando essa bandeira que você tanto defendeu.

Descanse em Paz!

 

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