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SÃO GONÇALO NUNCA TEVE RESPLENDOR E SIM VENERAÇÃO

SÃO GONÇALO NUNCA TEVE RESPLENDOR E SIM VENERAÇÃO

Após a divulgação antecipada de que Batalha iria receber uma notícia bombástica através do padre Leonardo de Sales, eis que chegou o tão esperado momento nas missas dominicais do dia 13 de setembro, ambas concelebradas pelo nosso pároco Oscar e o padre filho da terra que trouxe a “boa nova”.
Como filho da terra e conhecedor de muitos fatos inerentes à nossa história recente, não compactuo com a revelação. Até porque não vejo motivos para concordar com as explicações oferecidas pelo padre Leonardo. Muito pelo contrário. Explicando:
1. A imagem do nosso Santo Glorioso nunca teve resplendor e se existiu a tal peça séculos atrás, carece de provas;
2. Frei Gonçalo de Amarante nunca obteve o título de Santo da Igreja, pois seu processo de canonização fora interrompido por falta de recursos para levar adiante o processo e não obstante as disputas entre  Portugal e Espanha, nos idos do século XII, pelo maior número de santos e terras conquistadas. Mas em 16 de setembro de 1561, foi proclamada sua beatificação concedida pelo Papa Pio IV e dali em diante o seu culto passou a ser autorizado em todo o reino de Portugal. (parte do texto extraída da pag. 28 do livro “São Gonçalo: um violeiro santo ou um santo violeiro?”, de Lilian Vogel e Valter Cassalho, de 2007).  Conclusão: a utilização do RESPLENDOR só é reconhecido pelo Igreja em imagem após a canonização do religioso;
3.  Quais as provas fatídicas de que o tal resplendor é realmente da imagem de nosso padroeiro? Após consultar várias pessoas com mais de oitenta anos, nenhuma delas confirmou ter visto em algum momento de suas vidas tal adorno na imagem do santo de Batalha;
4. Como provar que o tal RESPLENDOR fora roubado no século XVIII? Existe algum registro de tal sinistro nos livros de tombo da igreja?
5.  Qual a base de sustentação da afirmação de que a inscrição na peça é da família Miranda de Batalha, razão da convocação da presidente do apostolado para entronização da peça no altar de nossa igreja por ser descendente direta dessa família  ?
Diante dos fatos resolvi consultar frei Nilton, o restaurador da imagem, e padre Clairton da catedral metropolitana de Fortaleza, doutor em direito canônico, o qual me aconselhou conversar diretamente com D. Alfredo, nosso bispo diocesano. Ambos confirmaram minhas afirmações a respeito do uso do RESPLENDOR.
Pois bem, ontem finalmente consegui o contato com D. Alfredo. Leiam quais foram suas palavras:
a. Ficou surpreso com os fatos relatados. Ou seja, não houve consentimento do bispo;
b. Perguntou quem autorizou a compra e quanto custou;
c. Confirmou a convocação do padre Oscar para esclarecimentos.
Espero ter contribuído para elucidação dos fatos. Ao mesmo tempo que me posiciono “contra” a colocação de um RESPLENDOR na imagem de nosso padroeiro, respaldado pelas afirmações acima relatadas. Não obstante, no período barroco era comum a colocação do referido adorno independentemente de ser imagem de santo ou não. Mas isso é lá com os escultores da época.
Página de Batalha nas comemorações de seus dez anos de serviços prestados à comunidade batalhense!

2 Comentários

  1. O que eu sei é que Sao Goncalo é um Grande Santo e que ele faz muitos milagres . Até hoje aqui na Franca onde eu Resido quando eu Rezo na minha Sinagoga eu penso em Sao Goncalo mesmo se eu sou judia . Ao meu ver existe uma ” universalidade da alma ” .
    Atenciosamente ,
    Rita Lellouche da Franca .

  2. A Bíblia diz que só o Deus verdadeiro é digno de receber a honra e a gloria porque criou todas as coisas Apocalipse, 4:11

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