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Joaquim Cícero da Costa completa 87 anos – Feliz Aniversário Mestre Quinca

A Página de Batalha deseja muita saúde e felicidade ao nosso querido Mestre Quincas, devoto de São Gonçalo e Nossa Senhora de Lourdes. Nosso expoente cultural mais expressivo ainda vivo dentre todos.
Ele que na gestão Antônio Lages foi homenageado com a Lei de Incentivo à Cultura que leva seu nome. Mas lamentavelmente de lá para cá nenhum projeto cultural envolvendo seu nome foi realizado. Ele que continua compondo lindas melodias, com certeza dentre as mais belas do nosso cancioneiro, como Maria de Nazaré, valsa em homenagem a sua querida esposa que o deixou viúvo mas não menos amoroso. Um verdadeiro poema de amor eterno à mulher amada.
Ao meu amigo dileto sem o qual nós batalhenses jamais teríamos o registro das mais belas páginas do nosso cancioneiro para sempre, o meu muito obrigado por tudo.
Aproveito para lhe dizer, mestre, que enquanto vivo for não desistirei de lhe presentear com um disco com todas as suas músicas, ou pelo menos as 20 mais representativas. Em ano eleitoral, quem sabe algum candidato resolva colocar em seu programa um incentivo maior à cultura batalhense, com a promoção de diversas gravações da obra que ainda permanece inédita de nossos compositores mais importantes, em especial você, meu caro amigo.
Como bem disse seu neto Lucélio Costa: “Parabéns mestre Quincas que Deus continue te iluminando, te dando muita saúde paz e que esta data se repetida muitas e muitas vezes em sua vida”.
Feliz Aniversário, Mestre Quinca!
George Machado Tabatinga, com a colaboração do seu neto Lucélio Costa que nos enviou a foto e um texto em sua homenagem.

Comentários anteriores:

Enviado por ANGELA TABATINGA em 12/04/2012 às 13:05:44
Mestre Quincas, uma vez já falei dele, justamente no seu aniversário do ano passado. Ele é tudo de bom. É uma criaturinha, que quando estava tocando na Mangueira, e eu estava por lá, me deixava subir ao palco e tomar o microfone do cantor, pra falar, ou cantar qualquer música que quissese. Tempos bons!!! P A R A B É N S MESTRE QUINCAS.
Enviado por DIÓGENES MELO em 04/04/2012 às 17:43:29
PARABENIZO, ESTE CIDADÃO, QUE FAZ RELEMBRAR A MINHA INFÂNCIA, SÃO OS MEUS SINCEROS VOTOS DE MUITOS ANOS DE VIDA, DIÓGENES MELO E FAMILIA.
Enviado por Enildo de Sousa Vieira em 04/04/2012 às 16:12:06
Maestro Quinca, teha certeza que você faz parte da História viva da música batalhense. Certamente você pertence ao rol dos grandes músico de Batalha. Use o seu, tradicional, chapéu foi ele que fez você ter uma personalidade marcante. Outras personalides também usavam chapéu: Santo Dumont, Fernando Pessoa, Napoleão Bonaparte, Winston Churchill, John Lenon, Chaves, Seu Madruga, Idiana Jones etc. Saudações pelo Aniversário. Enildo – Brasília-DF.
Enviado por Pe. Leonardo de sales em 03/04/2012 às 17:52:24
Rendo graças ao Deus altíssimo pela vida e pelo dom musical concedido por Ele, ao Mtre. Quincas. A sua humildade aliada à tão forte presença na vida social de Batalha merece louvor. Deus o abençoe ainda mais, concedendo-lhe muita saúde, paz e inspirações para fazer crescer o seu cancioneiro. Seu talento é um referencial necessário à cultura de nossa terra, a execução do hino de São Gonçalo e de Nossa Senhora de Lourdes, cuja musica saiu do seu engelho musical,ganham brilhantíssimo com a harmonia da fé de seu Quincas. Parabéns, felicidades, que o Senhor Deus o conserva por muitos anos. Pe. Leonardo de Sales, Promissão – SP.
Enviado por dedila em 01/04/2012 às 14:09:14
Hom Dedila e Odisseia sampaioenagem justa, muitos anos de vida ao lado de seus familiares. Um abraço

O Milagre de São Gonçalo (publicada pela primeira vez em 01.01.2007

A comunidade batalhense, ao contrário dos tempos áureos da primeira metade do século XX, presenciou a partir dos anos 60, primeiro, a retira do Santíssimo em plena luz do dia levado para Pedro II pelo até então pároco local, Frei Bruno, de triste memória. Depois veio a demolição dos altares da Igreja Matriz e toda a beleza artística de seus interiores desapareceu para sempre num total desrespeito à cultura sacra do nosso povo de hábitos fervorosos.

Outro episódio lamentável, ocorrido algumas vezes nesse período, foi a falta de um padre efetivo para a comunidade católica batalhense; inclusive durante festejos de nossos padroeiros. Mas o acontecimento que motivou uma verdadeira comoção popular foi o que iremos relatar a seguir, baseado nos depoimentos de pessoas que participaram do movimento e que estão registradas ao final da matéria:

No dia 12 de agosto de 1988, uma sexta-feira, dia do leilão do Apostolado da Oração nos festejos em honra de Nossa Senhora de Lourdes, co-padroeira de Batalha, Iolete Sampaio,  Sinhazinha e outras fervorosas católicas, ao entrarem na igreja para mais um dia de novena, notaram a falta da imagem de São Gonçalo. De imediato a notícia espalhou-se pela cidade. O grupo de jovens da época que faziam roda na praça da matriz: Zé Edson, Careca, Lulu, Vevé, Conradinho, Fernando da Loló e outros. Eles tomaram a iniciativa de ir até a casa paroquial para se certificarem do fato. Naquela ocasião o casal Bernardo e Maria, alemães e pertencentes à comunidade Kolping que desde os tempos do padre Lotário vem ajudando a paróquia local, confirmaram a retirada do santo para ser reformado. Segundo o casal, alguns católicos mais próximos da igreja sabiam do fato e concordavam com a iniciativa.

Naquele dia a novena e o leilão foram cancelados. O pároco de Esperantina, padre Ladislau João da Silva, estava respondendo pelas missas e novenas em mais um daqueles períodos em que os fiéis batalhenses ficaram sem um padre efetivo.

Mas graças ao comportamento impulsivo próprio da idade juvenil daqueles adolescentes, o acontecimento foi tendo proporções cada vez maiores. Pois bem, o grupo procurou a D. Seleste do Zé Gomes, secretária de educação e membro do apostolado da oração, que autorizou a utilização do mimeográfo da secretaria para rodar um estêncil de manifesto à população ainda naquela noite, redigido por Conradinho Machado.

Na manhã seguinte, a população em peso já havia tomado conhecimento do ocorrido. Vários professores liberaram seus alunos para a manifestação popular em frente à casa paroquial. Pessoas choravam aflitas e assim uma comissão feita às pressas dirigiu-se à autoridade policial para registrar o ocorrido. Destacamos a atuação de D. Rita do Pachola que foi logo questionando: “Doutor, se o senhor não autorizar o povo vai sem sua ordem buscar o santo em Pedro II”. Naquele momento já se encontravam na delegacia: Bernardo, Maria, João Alemão e o padre Ladislau, além de uma multidão de fiéis. Pressionado pelo povo, o delegado determinou que a imagem do padroeiro fosse devolvida. Afinal, não existia um documento da Diocese de Parnaíba autorizando a saída da imagem de Batalha. Por volta das dez horas da manhã, na toyota da paróquia, seguiram para Pedro II, cidade para onde a imagem fora levada, o casal Bernardo e Maria, D. Vicênça do Dedim, membro do apostolado da oração, e Zé Edson Tabatinga. Acompanhando a comitiva à distância um carro da prefeitura com umas quinze pessoas e o motorista Lulu.

O padre de Pedro II nada pode fazer e a imagem do santo estava de volta às três e meia da tarde daquele dia.

O Milton motorista foi ao encontro da comitiva na estrada de Piracuruca para avisar que uma multidão esperava a imagem de São Gonçalo na ponte do Riacho Grande. Ele dirigia a belina do Sr. Manoel “Binício”, graças à intervenção de sua esposa D. Francisca das Chagas, uma fervorosa devota do santo.

Quando a comitiva se aproximou da ponte Milton tomou a frente da toyota com a belina, obrigando uma parada imediata antes da multidão. Ele ainda teve a iniciativa de retirar a imagem do carro da paróquia e levar até a multidão de fiéis.

Ainda estava longe do inverno, mas um preparo de chuva com nuvens cinzentas se formou de repente. O povo abismado parecia não acreditar. Zé Edson já estava de posse da imagem e iniciava a procissão rumo à igreja Matriz. Uma fina chuva começava a cair. Um banho de lágrimas parecia que vinha dos céus. O cortejo seguia e a chuva aumentava.

A praça da Matriz de São Gonçalo estava tomada de fiéis e a chuva cada vez mais forte molhava a todos com a fé divina. A imagem secular de traços finos seguia protegida pelas mãos jovens de José Edson. No patamar da igreja o prefeito Machado Melo, no seu último ano de mandato, a recebia com a missão de colocá-la no pedestal de onde havia sido retirada.

De repente a chuva parou. Mais parecia providência divina: os céus com nuvens claras de final de tarde e começo de noite. O povo ainda lotava as quadras da praça e a igreja. Uma multidão digna das melhores festas do nosso padroeiro.

Não se tem notícias de alguém doente por ter “pegado” aquela chuvarada toda, contam os mais devotos.

Por alguns dias a igreja ficou fechada até que alguém quebrasse o cadeado da porta central. Aos poucos o cotidiano do pacato povo de Batalha foi sendo restabelecido.

Diante do ocorrido, o prefeito de Batalha, Sr. Antônio Machado Melo, tomou a iniciativa de providenciar a recuperação da estátua em Teresina. A comunidade católica lhe tinha respeito e conhecia a tradição de muitos serviços prestados por ele e seus familiares à causa religiosa.

Dentre as diversas autoridades locais apenas o prefeito Machado Melo e o vereador Luiz Segundo, deram apoio irrestrito à causa, segundo José Edson. Os demais preferiram não “se meter no assunto religioso”.

Merecem ainda destaque o choro copioso de Zé Lobinho, filho do zeloso da igreja e de saudosa memória, João Lobo, irmão de mestre Fabiano. E a ameaça do craque Catita de deixar a cidade caso o santo não voltasse. Chegou mesmo a colocar as malas debaixo da figueira da igreja, pronto para partir. Relato do amigo Lulu que participou ativamente de toda essa jornada religiosa.

Muitos outros acontecimentos mereceriam registro. Cabe agora a vocês, leitores e conterrâneos, procurarem esses fatos e darem seus testemunhos.

Quaisquer divergências de dados aqui estaremos prontos a corrigir e assim transformar esta crônica o mais próximo possível da realidade.

Que o Glorioso São Gonçalo abençoe a família batalhense neste novo ano que ora se inicia.

Pessoas entrevistadas:

Rita do Pachola, Fernando da Loló, José Edson, Iolete Sampaio Melo, D. Vicênça do Dedim e Lulu motorista. Tivemos ainda a crônica do professor Careca que nos foi enviada pelo seu sobrinho Hugo Leonardo e a ajuda, sempre oportuna, do colaborador da página Francisco José Sampaio Melo. (George Machado Tabatinga, responsável pela página).

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