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ADEUS SATURNINO – O BATALHENSE ESTÁ DE LUTO

Depois de alguns anos lutando contra a doença. E nesse período hora se afastava da banda, mas voltava sempre que melhorava aos toques; principalmente nos festejos. Só não conseguia acompanhar procissões e as visitas às residências de batalhenses para um café da manhã oferecido aos músicos.
Saturnino foi casado com uma irmã do saudoso mestre Quinca, como se não bastasse o companheirismo por toda uma vida ao lado dos grandes mestre de nossa cultura musical.
A Página de Batalha enlutada lhe faz esta simples homenagem. E para nossos leitores comunicamos que breve divulgaremos alguns vídeos do saudoso músico e amigo Saturnino.
Adeus Saturnino!
Agora está completa a Banda Batalhense dos Mestres da Época de Ouro da Música lá no Céu!
Vejam esta publicação Levante da Bandeira de 2006: AQUI

MESTRE QUINCA – ANIVERSÁRIO NA ETERNIDADE

Saudoso mestre Quinca, a Página de Batalha lembra da data do seu aniversário com muita saudade.
Parabéns a você!

DELZUITE MELO – ANIVERSÁRIO DE 98 ANOS BEM VIVIDOS

A sociedade batalhense testemunhou no último final de semana o aniversário da matriarca da família Quaresma de Melo, D. Delzuite Melo. Secular membro do Apostolado da Oração de Batalha.

Ao lado de seus filhos Socorro, Ducarmo, Rosário, Leoni, Bernadete e Lia Raquel; seus 15 netos e 17 bisnetos, parentes e amigos a matriarca do Lar Delzuite & Quaresminha esteve radiante e esbanjando saúde no limiar de um século de existência.

A banda de música Manoel Fabiano marcou presença tocando de seu repertório verdadeiras joias de nosso cancioneiro local.

A praça da Sapucaieira de tantos nomes: padre José Guimarães, governador Helvídio Nunes e, finalmente, José Ribeiro Fontenele (Seu Zuza), foi palco de homenagens à figura ímpar de D. Delzuite. Ela que durante muitos anos, notadamente nas décadas de 70 e 80, foi responsável pelo jardim mais bonito da praça. De fazer inveja pelo zelo e dedicação. Jovens daquela época juntavam-se ali para preparar as serenatas curtindo a noite, tomando uns tragos e, num piscar de olhos do vigia, subtrair lindos cocos para amenizar o efeito do aguardente serrano. Bons tempos!

Remanescente de ilustres moradores saudosos: Quaresminha, seu esposo. Domingos Cesário, Bianor Rebouças, Dico Lopes, D. Ressu, Zé Murilo, Zuza, D. Maria, João Fortes, Dedim Melo, D. Vicência e tantos outros saudosos e inesquecíveis batalhenses. Dona Delzuite é só alegria de viver!

Ao lado de D. Inês Fortes, representa um pedaço significativo de nosso patrimônio histórico imaterial recente. Amparado pela Constituição Federal de 1988, nos artigos 215 e 216 e em consonância com a Convenção da Unesco para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial, ratificada pelo Brasil em 1° de março de 2006, que define como patrimônio imaterial “as práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas – junto com os instrumentos, objetos, artefatos e lugares culturais que lhes são associados – que as comunidades, os grupos e, em alguns casos, os indivíduos reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural”. .

A Página de Batalha deseja à aniversariante muita saúde, paz e alegria de viver.

E vamos em frente, que o centenário está chegando!

P.S. – Agradecemos ao amigo dileto e seu filho, Leoni Melo, pelo envio das fotos que ilustram esta homenagem.

PAPA FRANCISCO NOMEIA NOVO BISPO DE PARNAIBA

Papa Francisco nomeia na data de hoje, 06 de janeiro de 2016, dom Juarez Sousa da Silva, que respondia pela Diocese de Oeiras, como novo bispo de nossa diocese. Dessa forma, atende pleito do atual responsável pela Diocese de Parnaíba,  dom Alfredo Schaffler,  que deverá se aposentar tão logo transfira as suas responsabilidades para o “coadjutor” nomeado.

Dom Juarez Sousa da Silva é natural de Barras (PI). Nasceu em 3 de junho de 1961. A nomeação ao episcopado ocorreu no dia 27 de fevereiro de 2008. Tem como lema “Para que todos tenham vida”. Possui mestrado em História Eclesiástica pela Pontifícia Universidade Gregoriana.

Fonte: Portal da CNBB

Fotos: Portal CNBB e Diocese de Oeiras

FESTEJO DE SÃO GONÇALO 2015 – PRIMEIRA ALVORADA

Mais uma ano chegando ao fim. Mais um festejo em honra do nosso Padroeiro São Gonçalo e sua primeira alvorada das cinco da manhã. Diz a tradição e confirmava Mestre Quinca:”começa com o Hino de São Gonçalo e mais duas valsas”. Não faz muito tempo e foi acrescentado o café da manhã dos músicos sob o qual já escrevemos em várias oportunidades aqui na Página. Um pouco mais atrás tinha Badão tocando os sinos da Matriz. Antes, o saudoso Zé Conrado de refinado toque. E um pouco mais atrás o saudoso João Lobo, irmão do mestre dos mestre de nossa música, Manoel da Costa Lima “Fabiano”. Isso até onde alcancei. Esse foi e ainda continua sendo o meu tempo passado, presente e quiçá futuro.
O sino agora é digital e basta aperto o botão como faz desde sua implantação em 22 de dezembro de 2011, o funcionário Paulo “Digital”. Assim também nas chamadas cujo sonoridade, “bem imaterial”, foi definitivamente registrada primeiro pelo primo e “cumpade” Antônio Machado Barbosa, que teve a felicidade de gravar esse “toque” em fita cassete em 1982,  o qual lançamos pra todos vocês nos discos Alvorada Batalhense em 2000. A respeito, certo dia estava almoçando um churrasco no amigo Lourival e escutei o badalo. Tomei um susto! Não era tempo de festejo e nem horário de missa. Era simplesmente o toque do celular do amigo. Bela surpresa. Aproveitei pra contar toda essa trama cultural.
Agradeço ao jovem Alan pelo envio das fotos que ilustram esta matéria.

MILTINHO – QUATRO ANOS DE SAUDADE

A Página de Batalha relembra com muito pesar do batalhense Milton Martins Vasconcelos Filho, nosso Miltinho, falecido há quatro anos num fatídico sábado, 17 de dezembro de 2011, na cidade paulista de Campinas.
Em  primeiro de novembro, dia do retorno da imagem de São Gonçalo, como poderia esquecer de você, Miltinho? Enquanto nosso Santo Glorioso chegava na matriz eu lembrei de você, de como teria sido empolgante como cerimonialista daquele momento. Mas você assistiu tudo bem pertinho do Glorioso e intercedendo por seu povo, certo?  Esse mesmo povo sofrido e sem perspectivas de melhoria diante do repetitivo quadro político instalado.

Este ano Miltinho, estarei lançando meu ensaio literário contando pra nosso povo a história de São Gonçalo. Não sem consultar  seu pioneiro ensaio sobre nossa terra, intitulado Terra de São Gonçalo, de 1997, cujo exemplar autografado guardo com carinho especial. Sua dedicatória “Ao amigo George Machado Tabatinga, grande entusiasta das causas batalhenses, com abraço do Milton Filho”, me dá forças para continuar defendendo nossas tradições.

No dia 12 de dezembro, na casa de minha tia Iolete, presidente do Apostolado, lancei um disco com músicas religiosas dedicado à nossa secular congregação. Foi um fim de tarde emocionante com mais de quarenta representantes. Um desejo meu antigo e que me deixou muito feliz poder concretizá-lo.

Também este ano, sua geração quase perdida de músicos como Lima Neto, Francisco Antônio, Vadim e Papagaio estão tendo  oportunidade de continuar seus estudos com a chegada de um maestro através da Secretaria de Ação Social da prefeitura.  Já se pode notar a melhoria da banda com novo repertório. Mas continua o mesmo quadro de décadas: falta de comprometimento do poder público municipal para com eles. Afinal de contas, música não enche barriga, mas enche os corações de barriga cheia de muita gente! Nosso querido Saturnino, já octogenário, passa dificuldades assim como muitos dos músicos como o Antônio do Quinca, um saxofonista que impunha respeito na década de setenta e hoje encontra-se desiludido com a música.

Desculpe o desabafo, amigo! Mas não se preocupe, que por aqui vou segurando essa bandeira que você tanto defendeu.

Descanse em Paz!

 

HOMENAGEM A ANTÔNIO SANÇÃO – COMPOSITOR DO HINO DE BATALHA

A Página de Batalha sente-se honrada pela oportunidade de prestar mais uma homenagem ao compositor piauiense, natural de Luzilândia, Antônio Sanção da Silva, que nasceu no dia 25 de setembro de 1936. Filho do maestro da banda que lhe ensinou os primeiros passos musicais. Iniciou os estudo musicais com o clarinete, mas foi com o saxofone que se identificou.

Como primogênito de uma família de oito irmãos, desde cedo já encantava a todos com seu sopro firme e harmonioso de quem sabia bem o que estava fazendo com apenas 11 anos de idade. Era motivo de orgulho para sua mãe, Conceição Sanção, e para seu pai, que o levava para embalar os bailes das cidades vizinhas. Juntos, pai e filho, eram integrantes da mesma orquestra e chamavam a atenção por onde passavam. Aos 17 anos seguiu para Teresina onde serviu o Exército Brasileiro em 1954.

A vida pessoal estava saudável. Conhece Maria de Jesus e se casaram em 29 de junho do ano de 1958. Em 1959, nasce seu primogênito, Antônio Luís Sansão Sousa, seguido de mais sete filhos.

Em 1961, foi para a Polícia Militar do Piauí. Já integrado, logrou êxito em concurso interno passando a exercer a função de 2º sargento. Durante esse tempo, sempre teve a companhia de seu eterno Sax, tocando nas bandas mais requisitadas da época. Destacava-se pelo seu jeito peculiar de executar as melodias, arrancando elogios até do rei Roberto Carlos que viera fazer um show, ainda no início da carreira, em Teresina. Seu modo “agressivo” de conduzir o instrumento colocava-o à frente de seu tempo. As saudosas tertúlias contavam com a presença do músico “número 1” do momento.

Em 1966, foi aprovado no Concurso Público do Banco do Estado do Piauí – BEP, tomando posse em 1967, na Barragem de Boa Esperança, atual cidade de Guadalupe. Embora atuasse como bancário de forma eficiente e eficaz, sendo sua função administrativa e burocrática, utilizava a música para tornar a vida mais leve  já que sempre esteve viva em sua vida.

Em agosto de 1969, Sanção é transferido definitivamente para Teresina, marcando sua efetiva participação no processo administrativo da agência bancária da rua 13 de Maio. Em 1990 aposenta-se e, finalmente, pôde dedicar-se integralmente à música.

Seu nome é bastante lembrado no cenário musical piauiense, haja vista a enorme participação em bailes e carnavais da cidade. Criou um grupo de serenata com seus filhos, também músicos por amor, os quais encantam as famílias teresinenses há mais de 20 anos. Desse trabalho prazeroso, surgiu a necessidade de deixar registrado seu talento nato e em 2006 gravaram o CD “Família Sanção”, com a direção de Paulo Aquino e Chiquinho nos teclados.

Antônio Sanção é casado com uma filha de mãe batalhense, por esse motivo  lhe cativou o convite da prefeitura para compor a melodia do Hino de Batalha em 1979. A lamentar que até esta data, quase quatro décadas depois, nunca ter sido “lembrado” seja na data de hoje, 15 de dezembro, Dia do Município, ou ainda com o título de Cidadão Batalhense.
Costumo dizer que uma homenagem em vida tem um valor infinitamente maior que a póstuma. Que o poder público e a sociedade em geral reparem esse triste esquecimento cultural.

P.S. – Agradecemos seu filho Alain Sanção que nos enviou sua biografia e fotos para esta matéria e a batalhense Purcina Melo pelo carinho e incentivo para a publicação desta crônica.

PARABÉNS, QUERIDA BATALHA – 160 ANOS DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA

A Página de Batalha parabeniza todos os batalhenses pela passagem de seu 160° aniversário de emancipação política.

Nesta data, é momento de fazermos uma reflexão profunda sobre os caminhos de nossa cidade. Como vem sendo tratada pelos diversos administradores e seu quadro de funcionários. Como cada um de nós pode contribuir para sua melhoria a cada dia: quer da condição digna de existência pela saúde, educação, moradia e bem estar através de uma escolha consciente de nossos representantes pela urna.

Aproveitamos para apresentar a vocês uma proposta para atualização do desenho de nossa bandeira. Mantendo os símbolos tão bem representados na pintura de nossa saudosa Toinha do Luis Padeiro, falecida em 2011.

Tentamos via alguns vereadores que não se mostraram interessados. Então apresentamos para que vocês discutam sobre os rumos das mudanças por nós sugeridas. Inclusive o desenho atual mapa do município, segundo o IBGE.

Parabéns, Batalha! Parabéns para sempre!  Veja o vídeo AQUI

DIA DAS MISSÕES – PAPA FRANCISCO CANONIZA PAIS DE SANTA TERESINHA

Neste domingo, dia 18 de outubro, dia dedicado às Missões, o Papa Francisco canonizou o primeiro casal da igreja: os pais de Santa Teresinha do Menino Jesus, a protetora das missões, o casal francês Louis e Zélie Martin. Nas palavras do Santo Papa a justificativa do ato religioso: “viveram o serviço cristão na família, construindo a cada dia um ambiente repleto de fé e de amor; e neste clima brotaram as vocações das filhas, entre elas santa Teresinha do Menino Jesus”.
Do evangelho de Marcos (Mc,10,35-45),  transcrevemos os versículos de 41 a 45 para uma reflexão:
Mas não depende de mim conceder o lugar à minha direita ou à minha esquerda. É para aqueles a quem foi reservado. Quando os outros dez discípulos ouviram isso, indignaram-se com Tiago e João. Jesus os chamou e disse: “Vós sabeis que os chefes das nações as oprimem e os grandes a tiranizam. Mas entre vós, não deve ser assim; quem quiser ser grande, seja vosso servo; e quem quiser ser o primeiro, seja o escravo de todos. Porque o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar sua vida como resgate para muitos”.
Em Batalha é grande a devoção à Santa Teresinha do Menino Jesus. Nos dias atuais destaco a presidente do Apostolado da Oração, Iolete Sampaio Melo. Prática que vem desde seus ancestrais, em especial sua genitora Liduina Machado. O fato se repete em outras famílias batalhenses.
Não deixem de ler excelente matéria sobre as missões no endereço:  RadioVaticano

SÃO GONÇALO NUNCA TEVE RESPLENDOR E SIM VENERAÇÃO

Após a divulgação antecipada de que Batalha iria receber uma notícia bombástica através do padre Leonardo de Sales, eis que chegou o tão esperado momento nas missas dominicais do dia 13 de setembro, ambas concelebradas pelo nosso pároco Oscar e o padre filho da terra que trouxe a “boa nova”.
Como filho da terra e conhecedor de muitos fatos inerentes à nossa história recente, não compactuo com a revelação. Até porque não vejo motivos para concordar com as explicações oferecidas pelo padre Leonardo. Muito pelo contrário. Explicando:
1. A imagem do nosso Santo Glorioso nunca teve resplendor e se existiu a tal peça séculos atrás, carece de provas;
2. Frei Gonçalo de Amarante nunca obteve o título de Santo da Igreja, pois seu processo de canonização fora interrompido por falta de recursos para levar adiante o processo e não obstante as disputas entre  Portugal e Espanha, nos idos do século XII, pelo maior número de santos e terras conquistadas. Mas em 16 de setembro de 1561, foi proclamada sua beatificação concedida pelo Papa Pio IV e dali em diante o seu culto passou a ser autorizado em todo o reino de Portugal. (parte do texto extraída da pag. 28 do livro “São Gonçalo: um violeiro santo ou um santo violeiro?”, de Lilian Vogel e Valter Cassalho, de 2007).  Conclusão: a utilização do RESPLENDOR só é reconhecido pelo Igreja em imagem após a canonização do religioso;
3.  Quais as provas fatídicas de que o tal resplendor é realmente da imagem de nosso padroeiro? Após consultar várias pessoas com mais de oitenta anos, nenhuma delas confirmou ter visto em algum momento de suas vidas tal adorno na imagem do santo de Batalha;
4. Como provar que o tal RESPLENDOR fora roubado no século XVIII? Existe algum registro de tal sinistro nos livros de tombo da igreja?
5.  Qual a base de sustentação da afirmação de que a inscrição na peça é da família Miranda de Batalha, razão da convocação da presidente do apostolado para entronização da peça no altar de nossa igreja por ser descendente direta dessa família  ?
Diante dos fatos resolvi consultar frei Nilton, o restaurador da imagem, e padre Clairton da catedral metropolitana de Fortaleza, doutor em direito canônico, o qual me aconselhou conversar diretamente com D. Alfredo, nosso bispo diocesano. Ambos confirmaram minhas afirmações a respeito do uso do RESPLENDOR.
Pois bem, ontem finalmente consegui o contato com D. Alfredo. Leiam quais foram suas palavras:
a. Ficou surpreso com os fatos relatados. Ou seja, não houve consentimento do bispo;
b. Perguntou quem autorizou a compra e quanto custou;
c. Confirmou a convocação do padre Oscar para esclarecimentos.
Espero ter contribuído para elucidação dos fatos. Ao mesmo tempo que me posiciono “contra” a colocação de um RESPLENDOR na imagem de nosso padroeiro, respaldado pelas afirmações acima relatadas. Não obstante, no período barroco era comum a colocação do referido adorno independentemente de ser imagem de santo ou não. Mas isso é lá com os escultores da época.
Página de Batalha nas comemorações de seus dez anos de serviços prestados à comunidade batalhense!

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