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A REPÚBLICA DA RUA NOVA

A República era um “Quarto” localizado na Avenida Coronel Messias Melo, antiga Rua Nova, de propriedade do Senhor Bianor Rebouças. Ficava em terreno contíguo à sua casa, geminado com a Casa Nova (Lojas Esplanada do Senhor Israel), em frente à casa do Senhor Isidoro Bezerra (casa do Senhor Chico Lopes). Lá moravam Bianorzinho e Valmir, ambos filhos do Sr. Bianor.
Aquele local era o point de encontro da elite jovem masculina de Batalha. Sempre à noite, principalmente de volta do Ginásio Messias Filho; reuniam-se aqueles jovens para tomar cachacinha vinda de Piripiri; trazida por Joaquim Neli, hóspede do Sr. Domingos Cesário. Tomar ”bate-bate”, fumar cigarros, tocar vilão, discutir estudos, traçar estratégias para serenatas, falar do disco de Roberto Carlos e ouvir músicas (da Jovem Guarda, claro!), através de uma pequena radiola de marca philips que, para tocar o disco de vinil tinha que se colocar caixa de fósforo ou chupe de laranja (tira-gosto) sobre o cristal; mesmo assim, era a nossa companheira que instrumentava as nossas inesquecíveis serenatas.
Aquele ambiente era freqüentado assiduamente e de forma alternada por Laurinho( in memoriam), Fogoió do João Fortes, Pré  (in memoriam), Saborá, Dedude (in memoriam) e Dete do Seu Aluisio, Zé Arnaldo, Leoni, Nonato do Zé Murilo, Toinho do Zuza, Zé Ribeiro(in memoriam) Zé Orlando, Jânio, Pupú (in memoriam), Romualdo, Cocão, Nonatinho do Dico, Nonato da Maria Alice e Baninho, Gonçalo e Joaquim do Luizinho, João Kléber do Zé Altair e Mário Denes, Medeiros e Manoel Medeiros …( A chamada turma da Sapucaieira) e alguns especiais amigos (sabe-se que tinha rivalidade), da Turma da Matriz: Zé Amaro, Antonino Filho, Tulica, Antonio Messias, Nelson, Álvaro Filho, Jairo(Bicudo), Chico Vieira, Zé Leal, Célio, Amaro e Paulo do Seu Machado. Participava também, de forma excepcional, a turma preconceituosamente e imbecilmente atribuída como “de segunda”: Pepê, Zé Maria do Domingos Cesário, Cabelo de Fogo e Luiz Chincha. Na época das férias, aquele local era condimentado com amigos que estudavam e/ou moravam fora. Citam-se alguns: George, Zé Filho e Gustavo do Zé Tabatinga, Francisco (Gordão) da Aradenes, os meninos do Dr. Carmélio, dentre outros. Ali era o Quartel General onde se arquitetava o “ataque” às lindas meninas de Batalha; marcava-se serenata, contavam-se histórias das prendas, comentava-se política, acertavam-se encontros para o currimão(corremão) do Chico Melo, para a brincadeira do “siscondê”, falava-se das tertúlias nas casas do Seu Quaresma, Nonato Fabiano, João Fortes, Zé Murilo, Zé Carvalho e faziam-se planos para os festejos de agosto e dezembro, carnaval, Festa do Arroz, Semana Santa, moagem do Velho Barro, banho no Riacho Grande, poço da Véia Chica, Barragem, Cachoeirinha, Bela Vista, Olho D’água da Areia, Paquetá, futebol entre Matriz e Sapucaieira. Era só alegria e tome cachaça.
No âmbito daquelas quatro paredes se passaram maravilhosos momentos, formaram-se opiniões, desejos, perspectivas que se constituíram como sendo marcantes na definição da formação do caráter daqueles jovens que brincavam nas suas com inocência, sem maldade. Àqueles que o Senhor instou só me resta muita saudade e aos que permanecem faço um chamamento: precisamos nos “linkar”, nos abraçar, relembrar em um pretérito passeio daqueles momentos que nossa privilegiada geração vivenciou e que nenhuma outra vivenciará.
Leoni Melo, colaborador da Página de Batalha
P.S. – Foto dos anos 60, dos arquivos de Eduardo Tabatinga, enviada por seu neto Emanuel Nabuco. Nela assinalamos o local da “república” dos jovens batalhenses
ESTA CRONICA FOI PUBLICADA INICIALMENTE EM 27 DE JULHO DE 2010.
ABAIXO OS COMENTÁRIOS POSTADOS À ÉPOCA:

Enviado por Daniel Rocha em 30/07/2010 às 20:14:20
Angela a sua idéia é magnifica, não fiz parte dessa época, mas confesso que adorei a idéia, é que tenho uma predileção por esse periodo, conte comigo, abraço a todos e tudo de bom, até dezembro.
Enviado por Toinho do Zuza em 29/07/2010 às 16:15:40
É emocionante ver um passado bem distante e muito próximo da gente, pois, atavés desta valiosa página e boa vontade de meu amigo George e seus leitores, estamos voltando a ser batalhenses. O meu irmão e cunhado Leoní, esqueceu ou está preparando para a próxima mensagem o que acontecia depois das serenatas, que era a galinhada, feita pela dona Lóló ou dona Maria do Tilira,´só com água e sal e no fogo a lenha, em uma vazilha sem muito higiiene, porém muita gostoza e nunca adoeceu neingém. Gostei da idéia de Ângela, podemos se programar para reunir o maiior número possível de conterrâneos em um final de ano e fazermos um grande encontro. abraços a todos
Enviado por rasec machado em 29/07/2010 às 13:16:40
OLA PAGINA DE BATALHA. SOBRE ESSA FOTO DO EMANOEL NABUCO,EU QUERIA SABER SE ESSA CASA QUE ESTA DO LADO DIREITO E´ HOJE O SUPERMERCADO FORTE E ONDE ESTA A TARJA PRETA ,O QUE E´ HOJE. ? VALEU UM ABRAÇO.
Enviado por Zé candido em 28/07/2010 às 22:48:16
Parabens Leonir, você esqueceu de mencionar o ” nim ” que é desta época mencionada na sua cronica.
Enviado por marco antonio de melo carvalho em 28/07/2010 às 14:36:50
Esses nomes citados, de pessoas e de lugares, são históricos, para sempre vão ficar na memória de quem os conheceu…(como esquecê-los!); Vendo esta foto lembrei de uma propraganda de televisão, bem antiga por sinal, que dizia: “de momentos é feito a vida…queria ter feito as coisas que não tive coragem: pular de pára-quefas, correr am alta velocidade, ficar na chuva resfriado, enfim… fazer mil coisas que todos temos vontade mas temos receio de fazê-lo… pois para quem não sabe disso é feito a vida: de momentos !!!! Tudo de bom aos nossos bons e velhos conterrâneos!!!
Enviado por ANGELA TABATINGA em 28/07/2010 às 12:47:37
Leoni, toda essa saudade que você transborda, e passa para nós leitores da Página de Batalha, eu, que não vivenciei essa época, mas lembro de 80% dos personagens ao qual você se refere, também, sinto uma profunda saudade. Uma vez, aqui mesmo na página de Batalha, lembrei: das alvoradas do Mestre Fabiano, do Cochicho de Tia Alice, da Palhoça de São Gonçalo, dos Dragões de Piripiri, dos carnavais com a presença de D. Bernadete, Toní, Sr. Quaresma, Chico Tabatinga, do nosso Jipe dirigido por Joana Leocádia, apelidado carinhosamente pelas moças da época de “PENOSO”, das partidas de voley no quadro da D. Florípedes, das meninas de Fortaleza, dos banhos, das caçadas as pitombas, maria pretinha, da cachoeira do urubú, do olho D’água da areia…. Acho que não preciso falar mais. Gostaria, que nós batalhenses tirássemos 1 dia só do nosso Festejo de São Gonçalo para comemorar o “DIA DA SAUDADE”. Fica a proposta.
Enviado por Luiza Basilio de Melo em 27/07/2010 às 23:48:22
Parabens mais uma vez a Pagina de Batalha, ao George e ao Leoni, por proporcionar que as novas geracoes possam conhecer ,atraves das suas lembrancas, um pouco mais do passado dos nossos pais e familiares. É sempre bom ouvir historias de quando nossos pais eram jovens, e perceber que apesar das diferencas entre as geracoes, muita coisa ainda é semelhante. Ter todas essas lembrancas registradas para sempre na Pagina de Batalha é um trabalho que deve ser sempre valorizado.
Enviado por nelly em 27/07/2010 às 18:12:05
agora o que esta no augio, é o famoso pé de figueira, da igreja matriz.frequentado pela nova geração.
Enviado por urubudacachoeira em 27/07/2010 às 14:46:18
Conterrâneo Leoni, não posso ficar silente a esse tempo indigitado que vive de forma abstrata e anímica na mente destes personagens citados por você. Com certeza louvo o seu alvitre em adunar com sabedoria tão bela crônica, que reverbera mais uma vez o seu senso novel sem óbice a lucidez do verbo escrito pelo colaborador ilustre desta página. Parabéns… espero que continue… Agora, você ficou devendo uma com as meninas. Boa sorte. E SUCESSO…
Enviado por Eunice Duarte Ferreira de Oliveira em 27/07/2010 às 10:22:29
Meu irmão e amigo do coração parabéns pelo artigo só ficou faltando vc falar das meninas que eram disputas pelos menios adquela epóca. Um grande abraço Ivaldo e Eunice
Enviado por Lucimar Rocha em 27/07/2010 às 07:56:53
Não entrou ninguém da Praça do Mercado.
Enviado por Priscilla Carvalho em 26/07/2010 às 20:08:38
É tão bom ler essa matéria. Deu até vontade de falar da minha época. Uma inspiração! Doces lembranças… Espero mais crônicas suas e continuarei a escrever as minhas. Uma verdadeira troca de memórias que passam por décadas… Parabéns Leoni Melo!
Enviado por Leoni Quaresma de Melo em 26/07/2010 às 20:01:42
Caro George, Impressionante esta foto. Veja que ela registra a primeira bomba de gasolina que ficava ao lado desta sapucaeira, era de propriedade do Sr. Álvaro Vaz e tinha como frentista o saudoso Almiro Cardoso. Registra também na frente do Bar e Hotel Alvorada do Sr. João Fortes um porte da antiga Cerne – Companhia de Luz da época, movida pela Usina a disel. Como é emotivo reviver a paisagem da antiga e linda Rua Nova.

ORIGEM DA FAMÍLIA MELO – POR LEONI QUARESMA DE MELO

A origem da família MELO, no Norte do Piauí, deve-se à figura de Onofre José de Melo, casado com Cecília Maria das Virgens, que provenientes de Pernambuco, foram os fundadores da Casa do Desterro na Freguesia de Nossa Senhora do Carmo de Piracuruca. Do casal descendem os Melo de Piracuruca, Piripiri, Batalha, Barras e Campo Maior.
A Freguesia de Piracuruca, foi a terceira a ser fundada no território do Piauí, ainda sob jurisdição eclesiástica do Bispado de Pernambuco, possuía várias casas-grandes de Fazendas dos primeiros ocupantes de seu vasto território, que se estendida do vale do Longá ao litoral e até a Costa Leste do Maranhão.
A professora Judith Santana em seu trabalho “O Padre Freitas de Piripiri”, enumera que o território da freguesia possuía várias casas-grandes, que faziam a política da boa vizinhança, entrelaçavam-se por uniões matrimoniais entre seus descendentes (SANTANA, s.d., p. 28).
Entre as fazendas citadas ressaltem-se a Gameleira, fundada por Francisco José do Rego Castelo Branco e Auta Inês de Castro;  a Casa das Lages, de Bernardo José do Rego e Cândida Rosa Castelo Branco; a Casa do Desterro, de Onofre José de Melo e Cecília Maria das Virgens, e a Casa do Curral de Pedras, de Simplício Coelho de Resende.
I- Onofre José de Melo foi casado com Cecília Maria das Virgens, pernambucanos de origem, ela filha de um Padre Ponte, o casal foi pais de  José Florindo de Melo, Gracinda Rosa de Melo, Carlota Rosa de Melo, Antônio Luís de Melo, Antonino José de Melo, Luís Antônio de Melo e  Higina Rosa de Melo.
GERACINDA ROSA DE MELO, casou-se com Diógenes Benício de Melo, foram os fundadores da Casa da Caiçara, foram pais de  Filomena Rosa de Melo, Avelina Maria de Melo, Inácia Maria de Melo, Cecília Maria de Melo, Idalina Rosa de Melo, Onofre José de Melo, Prestetato José de Melo e Diógenes Benício de Melo.
IDALINA ROSA DE MELO nascida e falecida no Termo de Batalha, Freguesia de Piracuruca. Casou-se com SALVADOR QUARESMA DOURADO DE MELO, nascido em Piracuruca e falecido em Batalha. Capitão da Guarda Nacional no Termo de Batalha. Pais de Pussina Rosa de Melo, Carmina Quaresma de Melo, Luís Quaresma de Melo,  Altino Quaresma de Melo, Conrado Quaresma de Melo, Matias Quaresma de Melo e Salvador Quaresma de Melo.
PUSSINA ROSA DE MELO, nasceu em 1886 e faleceu no Termo de Batalha. Casou-se com JOAQUIM JOSÉ DE MELO, nasceu em 1886, em Barras. Filho de Prestetato José de Melo e de Georgina Quaresma de Melo.
CARMINA QUARESMA DE MELO, n. 20.02.1889, em Batalha.
CONRADO QUARESMA DE MELO, nasceu em Batalha e faleceu a 03.03.1952, em Batalha. Chegou à vila de Boa Esperança nos primeiros dias de sua criação, tendo servido a nosso município pelo espaço de mais de tinta anos, tanto como político de destaque, como também na qualidade de funcionário do Departamento Nacional dos Correios de Telégrafos. Depois de aposentado, por motivo de saúde, voltou à sua terra natal, deixando entre nós um grande lastro de sólidas amizades (A. SAMPAIO, 1965, p. 88). Casou-se com INÁCIA DE ALENCAR MELO. Pais de Maria do Perpétuo Socorro Melo, Avelino Melo, Idalina Melo e Alice Melo.
MARIA DO PERPÉTUO SOCORRO MELO, nome de solteira, MARIA DE ALENCAR MELO, nome de casada, nasceu a 10.01.1916, no lugar Palmeira, Município de Esperantina e faleceu a 16.07.1986, em Teresina. Casou-se a com CLÓVIS DE CASTRO MELO [primeiro do nome], nasceu a 31.12.1901, em Batalha, e faleceu a 22.10.1991, em Teresina. Filho de Messias de Andrade Melo e de Ana de Castro Melo.
AVELINO MELO, nasceu a 02.01.1908 e faleceu a 03.10.197. Casou-se com GERACINA OLÍMPIO DE MELO, nascido a 22.08.1913 e faleceu a 03.11.1979. Pais de José Olímpio de Melo, Messias Melo, Conrado Melo Neto e Ana Inácia Melo.
MATIAS QUARESMA DE MELO, nasceu a 29.10.1891 e faleceu a 03.03.1963, em Batalha. Casou-se com SATURNINA BRAGA DE MELO, nascida em 11/05/17, 06:51.
Leoni Quaresma de Melo, membro da família.
Foto ilustrativa: google.com

FELIZ ANIVERSÁRIO AÍ NO CÉU MESTRE FABIANO COM SUA TURMA

Dia 07 de maio é e sempre será a data maior da cultura batalhense. Desde maio de 2000, na sessão solene de lançamento do primeiro CD Alvorada Batalhense, indicamos a semana do aniversário do nosso mestre dos mestres de nossa cultura como a Semana da Cultura Batalhense. Já se passaram 17 anos e nenhum político se deu conta da importância para nosso município. Continuaremos insistindo enquanto São Gonçalo e Nossa Senhora de Lourdes me ajudarem a continuar a luta incomum por nossa cultura.
Mestre, agora na companhia de seus batutas, não deixe de tocar suas lindas valsas, o samba da Tetê, o dobrado Torres de Melo e tantas outras belas páginas do nosso cancioneiro. Aproveite para aprender os forrozinhos que mestre Quinca compôs há pouco tempo. Tem até um samba que ele a mim dedicou. Quanta honra! Faça um arranjo pro Gonçalo caprichar ao trombone.
Fique sabendo que tem um bisneto seu aqui tocando trombone pra valer!
Ah! Como gostaria de estar aí participando desse sarau…
Feliz Aniversário,  Mestre Fabiano!

A MORTE DA SAUDOSA, IMPONENTE E MAJESTOSA FIGUEIRA

Nos idos de 1968/70 o nosso saudoso e inesquecível CARLOS MACHADO LOPES (in memoriam), filho do Sr. Raimundo Nonato Lopes (Sr. Dico) nosso querido e saudoso farmaceutico e de Dona Maria da Ressurreição Machado Lopes, Dona Ressú, foi acometido de uma enfermidade que em recorrência a instância de tratamento foi para o Hospital Getúlio Vargas em Teresina, quando infelizmente foi constatada a insuficiência medicinal de sua cura. Recomendado a voltar para casa, sem sucesso em seu tratamento. Em sua despedida, passeando no pátio interno daquela casa de saúde, que abrigava velhas figueiras (figo Italiano) com mudas espalhadas nos seus canteiros, Carlos encantado com a sombra daquelas árvores foi iluminado a transplantar uma dessas mudas para assentar em frente a sua casa em um dos canteiros da praça, que na época estava sendo construída até então chamada Praça Padre Guimarães mas conhecida popularmente como Praça da Sapucaieira.

Já em casa, quando sentiu-se vencido pela doença e que não lhe restava mais força para lutar pela vida, pediu que cuidassem com carinho daquela Planta que seria o marco de sua passagem por sua Terra Querida que saudosamente levava no seu coração valente.

Aquela árvore, além de ser suntuosa pela beleza de sua estatura de aproximadamente 15 metros e copa de 60 metros quadrados, serviu por muito tempo de abrigo à banca de vendas de café com bolo do saudoso Antônio Lucas de Dona Páscoa, bem como aos transeuntes que se utilizavam de sua magnífica sombra. Pelo tempo e por conta da infestação por pragas como a erva-de-passarinho, a majestosa planta começou a dar sinais de sua fragilidade.

Por conta do descaso das administrações que por lá passaram, nenhuma cuidou da velha figueira que no ano passado veio a clamar e chorar o seu óbito.

ADEUS MEU FIGO ITALIANO, QUE OS RESPONSÁVEIS PELA IRRESPONSABILIDADE DE SUA MORTE SEJAM DEVIDAMENTE PUNIDOS NO CÉLEBRE TRIBUNAL CELESTIAL.
Leoni Quaresma de Melo, colaborador da Página de Batalha

P.S. – O figo Italiano é uma árvore da espécie de Figueira originário da região do Mediterrâneo, o figo é o fruto da figueira (Ficus carica), uma árvore da família Moraceae. A Bíblia relata que Adão, quando foi expulso do Éden, usou folhas de figueira para esconder sua nudez. Na verdade, a figueira é mais semelhante a um arbusto do que a uma árvore, já que possui entre 3 e 10 m de altura. Devido ao fato de exigir pouco em relação à qualidade do terreno e se adaptar bem a diferentes climas, ela se alastrou por várias partes do mundo, inclusive no Brasil, através dos colonizadores portugueses no século XVI. (Fonte: Internete)

MACHADINHO – SUA GAITA E SUA IRREVERÊNCIA SE FORAM

No dia 13 de janeiro, sexta-feira, faleceu em Teresina o piripiripense Antônio Vieira Machado, mais conhecido por Machadinho. Ele que no último dia 04 de dezembro de 2016 havia completado 81 anos de vida.
Embora tenha sido funcionário público fazendário, foi como  locutor de comícios, de carros de propaganda, palanques políticos e animador de eventos com sua irreverência e habilidade com sua harmônica de sopro (gaita) tocando valsas, choros e tantos ritmos que chamava a atenção o seu virtuosismo.
Certa vez, durante um festejo de São Gonçalo nos idos de 70, igreja lotada, e Machadinho entrando pela porta principal tocando o hino do nosso Glorioso foi um momento digno dos melhores já vividos pela comunidade católica batalhense. Também ouvi Momentos Felizes do mestre Fabiano em interpretação única que talvez nunca tenha sido gravada.
Assim me despeço daquele que durante décadas frequentou nossa terra animando comícios com sua voz marcante e abrilhantando bailes de debutantes, colação de grau e outros com sua gaita e até gritando leilões.
Que Deus o tenha, Machadinho !
P.S. – Agradeço sua filha Soraya, minha cunhada, pelo envio de fotos que ilustram esta singela homenagem.

BANDA DE MÚSICA 74/16 – ENCONTRO DE GERAÇÕES

No dia 28 de dezembro de 1974, depois da alvorada do meio-dia, a banda do mestre Fabiano à época composta por ele, Quinca, Gonçalo Fabiano, Zé Sará e Cristino, a convite de meu pai José Tabatinga, desceu o morro da igreja e tocou na casa de minha saudosa vó Liduina, conhecida por Dona Bôla. Talvez a única gravação daquela saudosa formação musical. Peguei um gravador portátil e uma fita cassete maxwell e gravei por cima de alguns clássicos de Ataulfo Alves toques inesquecíveis e únicos como a valsa Momentos Felizes e o samba Tetê do mestre Fabiano, além de dobrados famosos. Também registrei a foto que divulgo pela primeira vez aqui pra vocês sem me dar conta de que aqueles momentos foram os primeiros passos dos discos Alvorada Batalhense lançados em 2000.
Eis que no dia 30 de dezembro de 2016 são Gonçalo me proporcionou receber a banda Manoel Fabiano para um café da manhã na mesma casa e na presença de amigos e familiares: minha esposa, filha e neta. Meu irmão Gustavo, seu filho de mesmo nome, ex-esposa Soraia e e os primos Antônio e Maria Teresa.
Não podia perder a oportunidade de repetir a foto histórica, aparecendo no lugar do meu pai e minha irmã caçula segurando minha netinha Júlia enquanto Lima Neto representava seu avô Fabiano. Bel Lima, também seu neto, representando Zé Sará; Leonan, bisneto e filho do Lima Neto, representando Gonçalo Fabiano; Papagaio no lugar do Cristino e George do Ditim no lugar do seu primeiro professor e mestre Joaquim Cícero da Costa (mestre Quinca).
Para coroar aquele momento Lima Neto puxou a valsa Momentos Felizes logo acompanhado pelos músicos do quinteto. Aos demais componentes jovens desejo que guardem para sempre aqueles momentos do que foi e sempre será a música batalhense.
E viva nossa cultural!

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MILTINHO – CINCO ANOS DE SAUDADES

Meu caro conterrâneo e amigo Miltinho!
Parece que foi ontem, mas já se passaram cinco longos anos sem a sua presença vibrante nos festejos de nosso Glorioso São Gonçalo. Você que ainda muito jovem fez parte da banda de música acompanhando as procissões de nossos padroeiros São Gonçalo e Nossa Senhora de Lourdes deve estar assistindo de camarote as peregrinações do glorioso. Com certeza estaria à frente da aminação a cada novena com o seu talento de comunicador que o levaram ao escalão maior de sua profissão até Brasília de forma rápida e não menos empolgante.
Naquele ano você passou rapidamente como se estivesse se despedido de sua terra e não viu aqui de baixo a inauguração do relógio eletrônico no dia 22 de dezembro de 2011. Mas fique sabendo que a cada badalada que leva o som inigualável do sino de Manoel Resplende, imortalizado nas páginas do seu ensaio sobre Batalha para sempre, você está presente  pelas mãos do saudoso Canilinha e sua frenética e inimitável forma de bater as chamadas.
Se prepare que está chegando mais um festejo e já estou vendo você no alto daquele carro dos bombeiros ladeando e protegendo o Glorioso descendo a ladeira da Batalha de Cima na carreata ao encontro do Pau da Bandeira para a entrada triunfante da Procissão do Levante de mais um festejo.
Ah! Ainda bem que sonhamos sonhos bons que parecem reais. Amém!

ANIVERSÁRIO DA CIDADE DE BATALHA – 15 DE DEZEMBRO 2016

A Página de Batalha na Internete homenageia a terra da ametista e do jatobá por mais um aniversário de emancipação política neste dia 15 de dezembro de 2016.
O ano que se aproxima é início de nova gestão política e o povo mais uma vez espera por melhores dias. Principalmente na saúde, na educação e na segurança.
Na saúde, o povo quer o hospital recebendo parturientes em sala de cirurgia ou não. E assim ver batalhenses nascidos em Batalha, coisa rara há décadas, mesmo tendo uma sala de partos aparelhada. Porém, sai prefeito e entra prefeito sem contratar médicos anestesistas e profissionais técnicos necessários.
Na educação, queremos ver nossas escolas sem a evasão constante de alunos para escolas de municípios vizinhos e na maioria das vezes menores que nossa cidade. Capacitação constante do quadro e melhorias da infraestutura dentre outras medidas.
Na parte cultural queremos ver a efetivação da banda de música Manoel Fabiano e a continuação da iniciação musical necessária. Pois temos escolas com instrumentos musicais sem que os mesmos sejam utilizados. Sim, são escolas estaduais mas se alunos tiverem cursos de iniciação poderão utilizá-los em prol da unidade escolar.
O povo quer ver o tratamento do lixo com usina de reciclagem e um matadouro dentro dos padrões de higiene exigidos e com a matança sem requintes de crueldade para com os animais.
O povo quer sinalização de trânsito nas ruas e policiamento com uma guarda municipal efetivada.
O povo quer a Lei do Silêncio sendo respeitada, voltado Batalha a ser uma cidade pacata e ordeira.
O povo quer um Legislativo comprometido com as causas populares e criando as leis necessárias.
Um judiciário independente e forte para manter a ordem e a paz com uma polícia aparelhada e um efetivo ampliado para poder realizar o seu trabalho de forma eficaz no combate ao crime.
Estas são apenas algumas das tantas medidas urgentes de que carece nossa querida Batalha.
Parabéns, Batalha! Que suas carências sejam dirimidas. Amém!

JUVENTUDE BATALHENSE EM 1975

Os jovens batalhenses da década de 70 quando se encontravam nas férias escolares, já que muitos estudavam foram, não perdiam um banho na Barragem, Cachoeirinha ou Bela Vista. Quando conseguiam transporte iam até o Brejo,  Olho d´Água d´Areia, Cachoeira do Urubu, Águas Livres ou outros também distantes.
A foto ilustrativa da matéria remete ao ano de 1975,  na Cachoeirinha do Riacho Grande, hoje praticamente abandonada pelos jovens que preferem um computador, uma internete, uma tv a cabo. A modernidade chegou pra retirar das pessoas o prazer de uma boa conversa em rodas de amigos. Se acontece, cada um com seu celular turbinado de opções a trocar mensagens com alguém do seu lado. Afinal, parece melhor apertar minúsculos retângulos de um teclado virtual do que conversar.
Passaram-se décadas e essa turma ainda hoje mantém uma amizade graças a esse convívio sadio e prazeroso.
A máquina fotográfica era uma Yashica Minister-D, com direito a disparo retardado de 15 segundos para dar tempo o fotógrafo sair na foto.
Ainda bem que mantivemos a amizade. Que seja para sempre!
Pra recordar um pouco mais daquele passeio, vejam um vídeo AQUI
Abaixo a relação dos gatões e as minas.
1.  DUCARMO DO SEU QUARESMA
2.  SOCORRINHA DA ARADENES
3.  SIMONE DO DR. ZÉ CANDIDO
4.  SORAIA DO ANTONIO MACHADO
5.  GONÇALO DO LUIS VENTINHA
6.  REMÉDIOS DO DEDIM
7.  EUNICE DA ARADENES
8.  LEONI DO SEU QUARESMO
9.  JOÃO HENRIQUE DA DUCARMO FREITAS
10.VANDA DA ARADENES
11. NELSON DO SEU ANTONINO SANTANA
12. ZÉ ORLANDO DO SEU BIANOR
13. ZÉ ARNALDO DO DR. ZÉ CÂNDIDO
14. PREZINHO (in memorian)
15. GEORGE DO ZÉ TABATINGA e
16. ZÉ AMARO DO SEU ANTONINO SANTANA.
?    GETÚLIO DA DONA EVA Esqueci de registrar na foto..rsrsr
1975-cachoeirinha

 

DIA DE FINADOS 2012 EM BATALHA – PI

A Página de Batalha na Internete deseja a todos os batalhenses um Dia de Finados cheio de orações e visitas aos túmulos dos seus entes queridos.
Há registros de que no século II cristãos já praticavam o ato de rezar pelos falecidos e visitar os túmulos, principalmente de mártires. Mas foi a partir do século XIII que o dia dedicado aos mortos passou a ser comemorado anualmente no dia 02 de novembro e o dia primeiro do mesmo mês dedicada a todos os santos.
Mais uma vez registramos a necessidade de ampliação do cemitério de São Gonçalo antes que as terras do em torno sejam ocupadas e o descaso público se torne irreversível. A Página de Batalha em anos anteriores fez diversos apelos nesse sentido, mas nenhum dos administradores recentes foi capaz de resolver a questão. Enquanto isso, diversos túmulos já foram profanados na calada da noite e de dia mesmo, com o enterro irregular em covas antes ocupadas mas que por conta da ausência de parentes outros se apossam irresponsavelmente.
Você sabe quem administra os cemitérios batalhenses? Então comente a matéria e divulgue os nomes.
Que Deus receba a todos nós de braços abertos no dia do Juízo Final
P.S. – Assista ao vídeo de 2012 com registro inédito da madrugada de finados.  AQUI

DIA DE FINADOS 2012

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