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Author Archives: pgadmin

SAUDADES DE TOINHA CARDOSO

A batalhense Antônia Cardoso, mais conhecida por Toinha Cardoso, filha do saudoso casal Catarina Maria da Conceição e Antônio Cardoso. Irmã de José Amaro, Maria do  Socorro, Raimundo Nonato e Verônica a única da prole dos Cardoso ainda viva e uma católica fervorosa, faleceu na noite do dia primeiro de junho aos 84 anos de vida já que faria no próximo dia 16 seu aniversário.
Ainda jovem foi levada pelo padrinho Carmélio Machado para Fortaleza onde residiu por muitos anos e trabalhou na casa do casal Iracema e Raul Coelho. De volta a Batalha foi babá da Ducarmo filha do casal Teresinha e Gonçalo Carvalho. Foi engomadeira das casas de Rufino Castelo Branco, José Romão e Socorro do Zé Murilo. A afilhada de Sinhá Melo foi engomadeira das boas nos tempos do ferro a carvão e do grude de goma que dava vinco aos tecidos, principalmente no algodão dos paletós dos senhores de outrora.
Descanse em paz. Toinha!
P.S. – Agradecemos ao seu neto Dácio pelo envio das fotos e detalhes

A REPÚBLICA DA RUA NOVA

A República era um “Quarto” localizado na Avenida Coronel Messias Melo, antiga Rua Nova, de propriedade do Senhor Bianor Rebouças. Ficava em terreno contíguo à sua casa, geminado com a Casa Nova (Lojas Esplanada do Senhor Israel), em frente à casa do Senhor Isidoro Bezerra (casa do Senhor Chico Lopes). Lá moravam Bianorzinho e Valmir, ambos filhos do Sr. Bianor.
Aquele local era o point de encontro da elite jovem masculina de Batalha. Sempre à noite, principalmente de volta do Ginásio Messias Filho; reuniam-se aqueles jovens para tomar cachacinha vinda de Piripiri; trazida por Joaquim Neli, hóspede do Sr. Domingos Cesário. Tomar ”bate-bate”, fumar cigarros, tocar vilão, discutir estudos, traçar estratégias para serenatas, falar do disco de Roberto Carlos e ouvir músicas (da Jovem Guarda, claro!), através de uma pequena radiola de marca philips que, para tocar o disco de vinil tinha que se colocar caixa de fósforo ou chupe de laranja (tira-gosto) sobre o cristal; mesmo assim, era a nossa companheira que instrumentava as nossas inesquecíveis serenatas.
Aquele ambiente era freqüentado assiduamente e de forma alternada por Laurinho( in memoriam), Fogoió do João Fortes, Pré  (in memoriam), Saborá, Dedude (in memoriam) e Dete do Seu Aluisio, Zé Arnaldo, Leoni, Nonato do Zé Murilo, Toinho do Zuza, Zé Ribeiro(in memoriam) Zé Orlando, Jânio, Pupú (in memoriam), Romualdo, Cocão, Nonatinho do Dico, Nonato da Maria Alice e Baninho, Gonçalo e Joaquim do Luizinho, João Kléber do Zé Altair e Mário Denes, Medeiros e Manoel Medeiros …( A chamada turma da Sapucaieira) e alguns especiais amigos (sabe-se que tinha rivalidade), da Turma da Matriz: Zé Amaro, Antonino Filho, Tulica, Antonio Messias, Nelson, Álvaro Filho, Jairo(Bicudo), Chico Vieira, Zé Leal, Célio, Amaro e Paulo do Seu Machado. Participava também, de forma excepcional, a turma preconceituosamente e imbecilmente atribuída como “de segunda”: Pepê, Zé Maria do Domingos Cesário, Cabelo de Fogo e Luiz Chincha. Na época das férias, aquele local era condimentado com amigos que estudavam e/ou moravam fora. Citam-se alguns: George, Zé Filho e Gustavo do Zé Tabatinga, Francisco (Gordão) da Aradenes, os meninos do Dr. Carmélio, dentre outros. Ali era o Quartel General onde se arquitetava o “ataque” às lindas meninas de Batalha; marcava-se serenata, contavam-se histórias das prendas, comentava-se política, acertavam-se encontros para o currimão(corremão) do Chico Melo, para a brincadeira do “siscondê”, falava-se das tertúlias nas casas do Seu Quaresma, Nonato Fabiano, João Fortes, Zé Murilo, Zé Carvalho e faziam-se planos para os festejos de agosto e dezembro, carnaval, Festa do Arroz, Semana Santa, moagem do Velho Barro, banho no Riacho Grande, poço da Véia Chica, Barragem, Cachoeirinha, Bela Vista, Olho D’água da Areia, Paquetá, futebol entre Matriz e Sapucaieira. Era só alegria e tome cachaça.
No âmbito daquelas quatro paredes se passaram maravilhosos momentos, formaram-se opiniões, desejos, perspectivas que se constituíram como sendo marcantes na definição da formação do caráter daqueles jovens que brincavam nas suas com inocência, sem maldade. Àqueles que o Senhor instou só me resta muita saudade e aos que permanecem faço um chamamento: precisamos nos “linkar”, nos abraçar, relembrar em um pretérito passeio daqueles momentos que nossa privilegiada geração vivenciou e que nenhuma outra vivenciará.
Leoni Melo, colaborador da Página de Batalha
P.S. – Foto dos anos 60, dos arquivos de Eduardo Tabatinga, enviada por seu neto Emanuel Nabuco. Nela assinalamos o local da “república” dos jovens batalhenses
ESTA CRONICA FOI PUBLICADA INICIALMENTE EM 27 DE JULHO DE 2010.
ABAIXO OS COMENTÁRIOS POSTADOS À ÉPOCA:

Enviado por Daniel Rocha em 30/07/2010 às 20:14:20
Angela a sua idéia é magnifica, não fiz parte dessa época, mas confesso que adorei a idéia, é que tenho uma predileção por esse periodo, conte comigo, abraço a todos e tudo de bom, até dezembro.
Enviado por Toinho do Zuza em 29/07/2010 às 16:15:40
É emocionante ver um passado bem distante e muito próximo da gente, pois, atavés desta valiosa página e boa vontade de meu amigo George e seus leitores, estamos voltando a ser batalhenses. O meu irmão e cunhado Leoní, esqueceu ou está preparando para a próxima mensagem o que acontecia depois das serenatas, que era a galinhada, feita pela dona Lóló ou dona Maria do Tilira,´só com água e sal e no fogo a lenha, em uma vazilha sem muito higiiene, porém muita gostoza e nunca adoeceu neingém. Gostei da idéia de Ângela, podemos se programar para reunir o maiior número possível de conterrâneos em um final de ano e fazermos um grande encontro. abraços a todos
Enviado por rasec machado em 29/07/2010 às 13:16:40
OLA PAGINA DE BATALHA. SOBRE ESSA FOTO DO EMANOEL NABUCO,EU QUERIA SABER SE ESSA CASA QUE ESTA DO LADO DIREITO E´ HOJE O SUPERMERCADO FORTE E ONDE ESTA A TARJA PRETA ,O QUE E´ HOJE. ? VALEU UM ABRAÇO.
Enviado por Zé candido em 28/07/2010 às 22:48:16
Parabens Leonir, você esqueceu de mencionar o ” nim ” que é desta época mencionada na sua cronica.
Enviado por marco antonio de melo carvalho em 28/07/2010 às 14:36:50
Esses nomes citados, de pessoas e de lugares, são históricos, para sempre vão ficar na memória de quem os conheceu…(como esquecê-los!); Vendo esta foto lembrei de uma propraganda de televisão, bem antiga por sinal, que dizia: “de momentos é feito a vida…queria ter feito as coisas que não tive coragem: pular de pára-quefas, correr am alta velocidade, ficar na chuva resfriado, enfim… fazer mil coisas que todos temos vontade mas temos receio de fazê-lo… pois para quem não sabe disso é feito a vida: de momentos !!!! Tudo de bom aos nossos bons e velhos conterrâneos!!!
Enviado por ANGELA TABATINGA em 28/07/2010 às 12:47:37
Leoni, toda essa saudade que você transborda, e passa para nós leitores da Página de Batalha, eu, que não vivenciei essa época, mas lembro de 80% dos personagens ao qual você se refere, também, sinto uma profunda saudade. Uma vez, aqui mesmo na página de Batalha, lembrei: das alvoradas do Mestre Fabiano, do Cochicho de Tia Alice, da Palhoça de São Gonçalo, dos Dragões de Piripiri, dos carnavais com a presença de D. Bernadete, Toní, Sr. Quaresma, Chico Tabatinga, do nosso Jipe dirigido por Joana Leocádia, apelidado carinhosamente pelas moças da época de “PENOSO”, das partidas de voley no quadro da D. Florípedes, das meninas de Fortaleza, dos banhos, das caçadas as pitombas, maria pretinha, da cachoeira do urubú, do olho D’água da areia…. Acho que não preciso falar mais. Gostaria, que nós batalhenses tirássemos 1 dia só do nosso Festejo de São Gonçalo para comemorar o “DIA DA SAUDADE”. Fica a proposta.
Enviado por Luiza Basilio de Melo em 27/07/2010 às 23:48:22
Parabens mais uma vez a Pagina de Batalha, ao George e ao Leoni, por proporcionar que as novas geracoes possam conhecer ,atraves das suas lembrancas, um pouco mais do passado dos nossos pais e familiares. É sempre bom ouvir historias de quando nossos pais eram jovens, e perceber que apesar das diferencas entre as geracoes, muita coisa ainda é semelhante. Ter todas essas lembrancas registradas para sempre na Pagina de Batalha é um trabalho que deve ser sempre valorizado.
Enviado por nelly em 27/07/2010 às 18:12:05
agora o que esta no augio, é o famoso pé de figueira, da igreja matriz.frequentado pela nova geração.
Enviado por urubudacachoeira em 27/07/2010 às 14:46:18
Conterrâneo Leoni, não posso ficar silente a esse tempo indigitado que vive de forma abstrata e anímica na mente destes personagens citados por você. Com certeza louvo o seu alvitre em adunar com sabedoria tão bela crônica, que reverbera mais uma vez o seu senso novel sem óbice a lucidez do verbo escrito pelo colaborador ilustre desta página. Parabéns… espero que continue… Agora, você ficou devendo uma com as meninas. Boa sorte. E SUCESSO…
Enviado por Eunice Duarte Ferreira de Oliveira em 27/07/2010 às 10:22:29
Meu irmão e amigo do coração parabéns pelo artigo só ficou faltando vc falar das meninas que eram disputas pelos menios adquela epóca. Um grande abraço Ivaldo e Eunice
Enviado por Lucimar Rocha em 27/07/2010 às 07:56:53
Não entrou ninguém da Praça do Mercado.
Enviado por Priscilla Carvalho em 26/07/2010 às 20:08:38
É tão bom ler essa matéria. Deu até vontade de falar da minha época. Uma inspiração! Doces lembranças… Espero mais crônicas suas e continuarei a escrever as minhas. Uma verdadeira troca de memórias que passam por décadas… Parabéns Leoni Melo!
Enviado por Leoni Quaresma de Melo em 26/07/2010 às 20:01:42
Caro George, Impressionante esta foto. Veja que ela registra a primeira bomba de gasolina que ficava ao lado desta sapucaeira, era de propriedade do Sr. Álvaro Vaz e tinha como frentista o saudoso Almiro Cardoso. Registra também na frente do Bar e Hotel Alvorada do Sr. João Fortes um porte da antiga Cerne – Companhia de Luz da época, movida pela Usina a disel. Como é emotivo reviver a paisagem da antiga e linda Rua Nova.

A MORTE DE DONA CELESTE DA BARÔA

Na madrugada de sexta-feira, dia 19, faleceu em sua residência em Batalha, no bairro Esperança II, Dona Celeste filha da finada Barôa.
O enterro será no cemitério São José no bairro Vila Kolping.
Ao meu amigo Francisco, o Louro, advogado concursado do Distrito Federal e demais filhos de D. Celeste, os nossos sinceros sentimentos pela perda irreparável.
Que Deus a receba de braços abertos. Amém!
P.S. Foto ilustrativa do Facebook.

A MORTE REPENTINA DE CONCEIÇÃO FREITAS

A família de Maria da Conceição Freitas Fortes, nossa Conceição Freitas, amanheceu enlutada com o seu falecimento repentino ontem, dia 18 de maio, em Teresina, por volta das 21hs.
O corpo chegou em sua residência em Batalha às 3:30hs desta manhã e já saiu para a localidade Vitória, onde nasceu e se criou ao lado de seus pais Maroca e tenente Freitas e dos irmãos e familiares de nossa imensa família.
Descanse em paz, prima querida!

ORIGEM DA FAMÍLIA MELO – POR LEONI QUARESMA DE MELO

A origem da família MELO, no Norte do Piauí, deve-se à figura de Onofre José de Melo, casado com Cecília Maria das Virgens, que provenientes de Pernambuco, foram os fundadores da Casa do Desterro na Freguesia de Nossa Senhora do Carmo de Piracuruca. Do casal descendem os Melo de Piracuruca, Piripiri, Batalha, Barras e Campo Maior.
A Freguesia de Piracuruca, foi a terceira a ser fundada no território do Piauí, ainda sob jurisdição eclesiástica do Bispado de Pernambuco, possuía várias casas-grandes de Fazendas dos primeiros ocupantes de seu vasto território, que se estendida do vale do Longá ao litoral e até a Costa Leste do Maranhão.
A professora Judith Santana em seu trabalho “O Padre Freitas de Piripiri”, enumera que o território da freguesia possuía várias casas-grandes, que faziam a política da boa vizinhança, entrelaçavam-se por uniões matrimoniais entre seus descendentes (SANTANA, s.d., p. 28).
Entre as fazendas citadas ressaltem-se a Gameleira, fundada por Francisco José do Rego Castelo Branco e Auta Inês de Castro;  a Casa das Lages, de Bernardo José do Rego e Cândida Rosa Castelo Branco; a Casa do Desterro, de Onofre José de Melo e Cecília Maria das Virgens, e a Casa do Curral de Pedras, de Simplício Coelho de Resende.
I- Onofre José de Melo foi casado com Cecília Maria das Virgens, pernambucanos de origem, ela filha de um Padre Ponte, o casal foi pais de  José Florindo de Melo, Gracinda Rosa de Melo, Carlota Rosa de Melo, Antônio Luís de Melo, Antonino José de Melo, Luís Antônio de Melo e  Higina Rosa de Melo.
GERACINDA ROSA DE MELO, casou-se com Diógenes Benício de Melo, foram os fundadores da Casa da Caiçara, foram pais de  Filomena Rosa de Melo, Avelina Maria de Melo, Inácia Maria de Melo, Cecília Maria de Melo, Idalina Rosa de Melo, Onofre José de Melo, Prestetato José de Melo e Diógenes Benício de Melo.
IDALINA ROSA DE MELO nascida e falecida no Termo de Batalha, Freguesia de Piracuruca. Casou-se com SALVADOR QUARESMA DOURADO DE MELO, nascido em Piracuruca e falecido em Batalha. Capitão da Guarda Nacional no Termo de Batalha. Pais de Pussina Rosa de Melo, Carmina Quaresma de Melo, Luís Quaresma de Melo,  Altino Quaresma de Melo, Conrado Quaresma de Melo, Matias Quaresma de Melo e Salvador Quaresma de Melo.
PUSSINA ROSA DE MELO, nasceu em 1886 e faleceu no Termo de Batalha. Casou-se com JOAQUIM JOSÉ DE MELO, nasceu em 1886, em Barras. Filho de Prestetato José de Melo e de Georgina Quaresma de Melo.
CARMINA QUARESMA DE MELO, n. 20.02.1889, em Batalha.
CONRADO QUARESMA DE MELO, nasceu em Batalha e faleceu a 03.03.1952, em Batalha. Chegou à vila de Boa Esperança nos primeiros dias de sua criação, tendo servido a nosso município pelo espaço de mais de tinta anos, tanto como político de destaque, como também na qualidade de funcionário do Departamento Nacional dos Correios de Telégrafos. Depois de aposentado, por motivo de saúde, voltou à sua terra natal, deixando entre nós um grande lastro de sólidas amizades (A. SAMPAIO, 1965, p. 88). Casou-se com INÁCIA DE ALENCAR MELO. Pais de Maria do Perpétuo Socorro Melo, Avelino Melo, Idalina Melo e Alice Melo.
MARIA DO PERPÉTUO SOCORRO MELO, nome de solteira, MARIA DE ALENCAR MELO, nome de casada, nasceu a 10.01.1916, no lugar Palmeira, Município de Esperantina e faleceu a 16.07.1986, em Teresina. Casou-se a com CLÓVIS DE CASTRO MELO [primeiro do nome], nasceu a 31.12.1901, em Batalha, e faleceu a 22.10.1991, em Teresina. Filho de Messias de Andrade Melo e de Ana de Castro Melo.
AVELINO MELO, nasceu a 02.01.1908 e faleceu a 03.10.197. Casou-se com GERACINA OLÍMPIO DE MELO, nascido a 22.08.1913 e faleceu a 03.11.1979. Pais de José Olímpio de Melo, Messias Melo, Conrado Melo Neto e Ana Inácia Melo.
MATIAS QUARESMA DE MELO, nasceu a 29.10.1891 e faleceu a 03.03.1963, em Batalha. Casou-se com SATURNINA BRAGA DE MELO, nascida em 11/05/17, 06:51.
Leoni Quaresma de Melo, membro da família.
Foto ilustrativa: google.com

FELIZ ANIVERSÁRIO AÍ NO CÉU MESTRE FABIANO COM SUA TURMA

Dia 07 de maio é e sempre será a data maior da cultura batalhense. Desde maio de 2000, na sessão solene de lançamento do primeiro CD Alvorada Batalhense, indicamos a semana do aniversário do nosso mestre dos mestres de nossa cultura como a Semana da Cultura Batalhense. Já se passaram 17 anos e nenhum político se deu conta da importância para nosso município. Continuaremos insistindo enquanto São Gonçalo e Nossa Senhora de Lourdes me ajudarem a continuar a luta incomum por nossa cultura.
Mestre, agora na companhia de seus batutas, não deixe de tocar suas lindas valsas, o samba da Tetê, o dobrado Torres de Melo e tantas outras belas páginas do nosso cancioneiro. Aproveite para aprender os forrozinhos que mestre Quinca compôs há pouco tempo. Tem até um samba que ele a mim dedicou. Quanta honra! Faça um arranjo pro Gonçalo caprichar ao trombone.
Fique sabendo que tem um bisneto seu aqui tocando trombone pra valer!
Ah! Como gostaria de estar aí participando desse sarau…
Feliz Aniversário,  Mestre Fabiano!

SAUDADE ETERNA DO PROF. JOÃO BENÍCIO DE MELO NETO

A cidade de Batalha perdeu seu mais ilustre professor  de Matemática, o nosso João do Zuza, de forma repentina que deixou a todos de surpresa. Sua esposa Selma e seus filhos Ornela, João Felipe e Daví; os irmãos Toinho, Nêa, Luíza, Natim e Júlio, bem como familiares e amigos se despediram na manhã deste sábado, depois de um velório na Câmara de Vereados, do seu corpo que foi enterrado no cemitério São Gonçalo.
Joãozinho acabara de completar 60 anos e estava no momento mais importante de sua carreira profissional após defender sua tese de doutorado na URFJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ele que era professor titular da UPFP – Universidade Federal do Piauí por mais de duas décadas, com muita dedicação e profissionalismo.
O prefeito decretou luto oficial por três dias e a rede de ensino não só local como de todo nosso Estado está de luto, um luto imensurável.
Ao lembrar de Joãozinho passa um filme na cabeça de todos de nossa geração. A geração dos jovens de 70 e suas brincadeiras nas quadras jogando futebol e volei. Banhando nos riachos e cachoeiras; dançando nas tertúlias; rodando as praças e o patamar da igreja.  Ah! São tantas lembranças boas que nos deixam mais e mais comovidos.
Só nos resta rezar por sua alma e pela continuidade do seu legado através de cada um de seus alunos.
Descanse em paz, Joãozinho do Zuza!
P.S. – Fotos do arquivo particular da família.
Joao-irmaos

ADEUS A NICODEMOS NUNES

    O batalhense Nicodemos faleceu sexta-feira, 03 de fevereiro, em Belo Horizonte.
Deixou Batalha ainda muito jovem para morar em Porto Alegre com seus pais Abílio Nunes, irmão da saudosa Altair Rocha, e D. Mocinha Castro. Ali estudou e se formou em direito. Mas por conta de seu casamento terminou deixando vínculos com a cidade mineira.
Na década de 70, já aposentado, mudou-se para Batalha onde tornou-se empresário de sucesso e construiu o primeiro prédio com mais de um pavimento no mesmo local onde passou seus primeiros anos de vida, dando o nome de seu pai Abílio Nunes.
O prédio ainda hoje é conhecido por Panorama, talvez por conta da bela vista que proporciona. Mesmo nome de um supermercado que funcionou no térreo do famoso prédio. No andar de cima por muitos anos foi restaurante com vários arrendatários ao longo de décadas. Hoje são muitas lojas de vários segmentos.
Nicodemos abriu também a Danceteria Panorama, palco de eventos sociais com bailes de debutantes, colações de grau por onde passaram bandas como Os Genias de Esperantina e Os Dragões de Piripiri.
Na zona Rural de Batalha Nicodemos manteve por muitos anos as propriedades Frexeiras com piscina e casa luxuosa. Na propriedade Porco explorou mina de ametista.
Por questões de saúde desfez-se de tudo e foi morar em Fortaleza vindo vez por outra rever amigos e parentes. Motivo desta foto ilustrativa de 2006 ao lado de George Tabatinga, Fernando da Loló,  juiz Luiz de Moura e Carlos Magno.
Que Deus o receba de braços aberto, Nicodemos!
Lucimar Rocha, colaborador da Página e primo do homenageado

A MORTE DA SAUDOSA, IMPONENTE E MAJESTOSA FIGUEIRA

Nos idos de 1968/70 o nosso saudoso e inesquecível CARLOS MACHADO LOPES (in memoriam), filho do Sr. Raimundo Nonato Lopes (Sr. Dico) nosso querido e saudoso farmaceutico e de Dona Maria da Ressurreição Machado Lopes, Dona Ressú, foi acometido de uma enfermidade que em recorrência a instância de tratamento foi para o Hospital Getúlio Vargas em Teresina, quando infelizmente foi constatada a insuficiência medicinal de sua cura. Recomendado a voltar para casa, sem sucesso em seu tratamento. Em sua despedida, passeando no pátio interno daquela casa de saúde, que abrigava velhas figueiras (figo Italiano) com mudas espalhadas nos seus canteiros, Carlos encantado com a sombra daquelas árvores foi iluminado a transplantar uma dessas mudas para assentar em frente a sua casa em um dos canteiros da praça, que na época estava sendo construída até então chamada Praça Padre Guimarães mas conhecida popularmente como Praça da Sapucaieira.

Já em casa, quando sentiu-se vencido pela doença e que não lhe restava mais força para lutar pela vida, pediu que cuidassem com carinho daquela Planta que seria o marco de sua passagem por sua Terra Querida que saudosamente levava no seu coração valente.

Aquela árvore, além de ser suntuosa pela beleza de sua estatura de aproximadamente 15 metros e copa de 60 metros quadrados, serviu por muito tempo de abrigo à banca de vendas de café com bolo do saudoso Antônio Lucas de Dona Páscoa, bem como aos transeuntes que se utilizavam de sua magnífica sombra. Pelo tempo e por conta da infestação por pragas como a erva-de-passarinho, a majestosa planta começou a dar sinais de sua fragilidade.

Por conta do descaso das administrações que por lá passaram, nenhuma cuidou da velha figueira que no ano passado veio a clamar e chorar o seu óbito.

ADEUS MEU FIGO ITALIANO, QUE OS RESPONSÁVEIS PELA IRRESPONSABILIDADE DE SUA MORTE SEJAM DEVIDAMENTE PUNIDOS NO CÉLEBRE TRIBUNAL CELESTIAL.
Leoni Quaresma de Melo, colaborador da Página de Batalha

P.S. – O figo Italiano é uma árvore da espécie de Figueira originário da região do Mediterrâneo, o figo é o fruto da figueira (Ficus carica), uma árvore da família Moraceae. A Bíblia relata que Adão, quando foi expulso do Éden, usou folhas de figueira para esconder sua nudez. Na verdade, a figueira é mais semelhante a um arbusto do que a uma árvore, já que possui entre 3 e 10 m de altura. Devido ao fato de exigir pouco em relação à qualidade do terreno e se adaptar bem a diferentes climas, ela se alastrou por várias partes do mundo, inclusive no Brasil, através dos colonizadores portugueses no século XVI. (Fonte: Internete)

CARTA DE DESPEDIDA DE BRUNA EMANUELE PARA O PAI ELANDI

Transcrevemos abaixo a carta de despedida publicada no Facebook de Bruna Emanuele para seu pai Elandi Sales Lima, empresário bem sucedido, falecido na última sexta-feira, dia 27,  com apenas 50 anos de idade.
Uma bela homenagem de uma filha que mesmo abalada com a perda repentina de seu querido pai soube escrever uma mensagem cheia de ternura e carinho.

“UMA CARTA DE SAUDADE”
Oi pai! Como vai você? Espero que esteja bem, e em um lugar melhor que aqui. Aqui tá frio, tem muita tristeza, e escuridão, espero que onde esteja tenha muita luz, muita paz, muita alegrias e histórias pra contar pro vovô é pros seus velhos amigos também! A mamãe tá bem, tentando superar sabe? Inconformada porque você não a quis esperar… enfim, só queria te dizer que te amo tanto e que já tô morrendo de saudades, já alimentei os bichinhos e não reguei as plantas pois a sua partida nos trouxe uma chuva de bençãos muito forte. Ah e não se preocupe com o trabalho, daremos continuidade ao seu legado, e também vamos cuidar da mamãe… a Marie também sente muito sua falta, seus irmãos, sobrinhos, mãe, parentes e amigos, todos sentem… precoce sua partida mas eu espero que em breve possamos nos encontrar novamente e quero te dar outro abraço bem forte, cheio de saudade e de amor. Não esquece de guiar a gente daí de cima. Vou chorar por mais alguns dias, meses ou anos, mas acredite que minhas lágrimas serão todas de saudade. Se cuida pai e cuida da mamãe também! Ela tá sentindo mais que a gente, então se puder, liga pra ela e conforta o coração dela, que ela tá morrendo de saudade e de tristeza! Mande um Abraço ao vovô, e pai… me perdoe por todas as vezes que errei, me desculpe pelas vezes que o tratei mal, que brigamos, que eu fui contra suas ordens, é que eu ainda estava aprendendo, me perdoe por não ter sido a filha perfeita, mas vou me esforçar pra dar o melhor de mim!
Obrigada por tudo que fez pela gente e pelo apoio e proteção, você fez muito por todos enquanto não conseguimos fazer nada por você, desculpa por tudo e fica com Deus tá? Ele vai cuidar de você…. te amo pai, muito muito muito
P.S. : Elandi Neto continua o mesmo brincalhão e também sente sua falta.
✝️27/01/2017

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